BLOGS I F#*KING LOVE: DIEGO DISCOVERS

DiegoD

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Ooooh yeah! Voltou finalmente a partilha de blogs que valem a pena. Blogs I F#*king Love is back. Já fazia tempo que dava a conhecer alguns dos blogs que me ocupam o tempo quando estou na net. E hoje vai um especial.

Diego Discovers é um blog de descoberta. Escrito por um explorador urbano dos tempos modernos, curioso insaciável e a cereja no topo do bolo, é meu primo. Boom.

O Diego vive em Nova Iorque, mais especificamente em Brooklyn, e como jornalista nova-iorquino a roçar o hipster (you live in Brooklyn , what did you expect me to say?), tem um faro apurado para o improvável. O facto de ter estagiado no Howard Stern Show também não terá ajudado o Diego a ser um moço certinho a escrever sobre coisas fofinhas de Nova Iorque.

Então o que temos aqui é um blog que dá a conhecer um New York como deve ser, ou seja um New York original e único. Sítios para comer, sítios para beber, sítios com picante, abraçadores profissionais, tapetes humanos, enfim, New York senhores e senhoras.

É clicarem ali em cima da foto que já vão ver. De nada.

 

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Ooooh yeah! The sharing of cool blogs has returned. Blogs I F#*king Love is back. It’s been a while since I’ve shared some of the blogs that take up my precious time on the web. And today we have a special one.

Diego Discovers is a blog of discovery and wonder. Written by a modern-day explorer, an insatiable curious and the cherry on top, he’s my cousin. Boom.

Diego lives in New York, in Brooklyn to be more exact, and as a slightly hipster New York journalist (you live in Brooklyn, what did you expect me to say?), he has a nose for the improbable. The fact that he was an intern at the Howard Stern Show also didn’t help in making Diego a clean-cut boy writing on cute New York things.

So what we have here is a blog that introduces you to a whole other New York, in other words, an original and unique New York. Places to eat, places to drink, places with hot sauce, professional cuddlers, human carpets, well, you know, New York ladies and gentlemen.

Just click on the photo above and you’ll see. You’re welcome.

ET VOILÀ LA RÉALITÉ

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always believe

Diz que somos pequenos. Tristes. Cantamos fados e temos bigodes. Os homens e as mulheres também. Somos chicos-espertos. Preguiçosos. Não trabalhamos e temos feriados a mais. Diz que o nosso melhor futebolista é vaidoso, fingido e petulante. Que o nosso melhor treinador é vaidoso, fingido e arrogante. Que somos nojentos, porcos e não merecemos ganhar. Que ganhámos sem ganhar. Diz que sim. Diz-se muita coisa.

Algumas dessas coisas são um bocado verdade. Outras são só inveja. E outras ainda são só básica estupidez. O que eu sei é que ontem vi um petit français a limpar a perna ao Cristiano Ronaldo. E ninguém me tira da cabeça que foi propositado e previamente falado. Ontem vi um povo tipicamente arrogante, mesquinho e petulante a vergar-se perante um gigante Portugal. Ontem vi uma equipa ganhar o Campeonato Europeu sem perder um único jogo durante todo o torneio. Foi o que eu vi. Ontem vi os media nojentos franceses a engolirem as suas palavras. Ontem vi o melhor jogador do mundo a ser o melhor companheiro do mundo, o melhor amigo do mundo e o melhor team player do mundo. Sem sequer jogar. Ontem vi um gajo que niguém valorizava nem ninguém acreditava a marcar um golo e a mudar o destino de um país. E logo a seguir, a ter a humildade e coração de reconhecer quem o ajudou. F#$a-se, dá-me vontade de chorar só de lembrar.

Ontem vi uma espécie de remake do Karate Kid. Portugal é o Ralph Macchio. O Daniel-Son. Um lingrinhas que os grandes querem aviar e a quem não páram de fazer bullying. Um meia-leca a quem tentam mandar abaixo. Mas que apesar dos pontapés e empurrões, acredita em si próprio e mesmo no final do torneio quando lhe limpam a perna, não baixa os braços e com um golpe consegue o improvável.

A diferença foi que o puto irritante louro com a franja nos olhos que levou o pontapé nas trombas do Karate Kid e que perdeu o torneio para ele, foi ter com ele no final, deu-lhe os parabéns e entregou-lhe a taça ele mesmo.

Já os franceses, têm tanto fairplay como uma melancia tem cabelo. O triste tonto Payet que limpou a perna ao seu adversário e o tirou do jogo diz que não pede desculpa. O nojento do Rothen, um ex-jogador medíocre com cara de soldadinho das SS mantém a sua opinião aborrecida e irrelevante que Portugal não merecia ganhar nem estar na final. Os media franceses não conseguem congratular nem elogiar o vencedor. E até agora, nenhum dos meus colegas e amigos franceses me deu os parabéns pela vitória de Portugal. Recebi mensagens de amigos e colegas de Itália, Espanha, EUA, Inglaterra. De França, nem um. Só um emoticon com cara feia quando escrevi “Fuck You Payet” numa rede social depois do esterquinho ter magoado o CR.

Bom, fez-se justiça e tal como costumo dizer ao meu filho, os bons ganham sempre. E aqui foi o caso. Somos campeões. Como eu e o Eng. Fernando Santos sempre dissémos. E isso é a realidade dos factos. O meu filho teve o privilégio de ver Portugal Campeão Europeu com apenas 5 anos. Vestiu a camisola em cada um dos jogos (e eu sinceramente acho que foi por isso que não perdemos nenhum jogo). Ficou a conhecer outros jogadores para além do CR, como por exemplo o Quaresma de quem ele ficou fã. Mas acima de tudo, conseguiu confirmar com o Euro 2016 tudo o que lhe ando a dizer desde que nasceu. Que nunca devemos desistir. Que para conseguirmos temos de tentar. Que os maus não ganham. Que somos capazes de tudo quando queremos a sério e quando não temos medo. Que devemos sempre acreditar em nós, mesmo quando ninguém mais acredita. Esta vitória de Portugal veio dar muita credibilidade às minhas palavras. Obrigado Portugal. Obrigado do fundo do meu coração.

A VIDA EMOCIONAL DE UM PAI

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canudo ou não, este sorriso é o que me inspira

Lembro-me de uma altura em que não tinha filho. A vida parecia fácil. Mas também parecia dura. Os sonhos e o dinheiro nunca chegavam. O coração partia com o bater da porta e arranjava-se com um novo beijo. A noite era para acordar, a manhã para dormir e as tardes eram para o que desse e viesse. Mas quando penso nas coisas que me fizeram chorar de emoção, nas coisas que me encheram o peito até doer, nas coisas que me abalaram os ossos, não me lembro de muitas. Aliás, não me lembro praticamente nenhuma. Lembro de chorar a sério quando o meu avô morreu e de sentir um vazio que mais parecia vácuo do qual achei que não ia sair. Tirando isso, não me lembro de outro momento que me tenha encostado à parede pelos colarinhos.

Quer dizer, claro que houve aqueles momentos quando era miúdo em que o mundo implodia ou explodia. Como o dia em que dexiei com 10 anos a minha mãe e as minhas irmãs noutro lado do oceano e fui viver para outro país. Essa custou. Enfim, e aqueles momentos normais de tragédia e glória infantil como paixões e despaixões, brinquedos perdidos, golos marcados. Mas tirando esses momentos quando era mais novo e a morte do meu avô já em adulto, não me lembro de outros momentos de sismos emocionais. Até ser pai.

Quando o meu filho nasceu, conheci todo um mundo de emoção que raios-me-partam. Começou com o dia em que a minha mulher me dá um presente para abrir e lá dentro tinha um micro-gorro a dizer “I Love Dad“. A partir daí foi um vê-se-te-avias. O dia que nasceu. O internamento dele. A alta dele. O dia que dormiu pela primeira vez em casa ao nosso lado. Todos os abraços. Todos os “eu amo-te pai” e “pai, gosto muito de ti“. Em 5 anos tenho me emocionado mais vezes do que na minha a vida toda para trás.

Mas para ser franco, não achei que me fosse emocionar quando ele acabasse a Pré. Afinal de contas, é a Pré, porra. Não é propriamente um MBA em Harvard. Como eu estava enganado. Quando o vi, vestido como um mini-Steve Jobs, soube logo que esta merda de passar a vida a chorar de emoção nunca vai parar. É assim a vida emocional de um pai.

E assim foi. O meu filho licenciou-se. Fica já despachado. ‘Tá feito. Mas com ou sem canudo, é o sorriso dele que mais me emociona acima de tudo. É sempre o sorriso dele.

Proud of you my son.