THE RETRO SERIES: UM MODELO DE IRMÃO

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De vez em quando vou republicar um post do antigo blog numa rubrica chamada The Retro Series. Só para matar saudades, que de vez em quando dá vontade de uma nostalgia.

Começo hoje com este post de quando a nossa família passou a incluir um labrador castanho chamado Charlie. Ou Charlie the Lab para os amigos. Ou “O Teu Cão” quando come as paredes da casa.

Seja como for, fica aqui o post escrito em 2013, quando a nossa vida mudou para sempre. Enjoy.

Olá. Eu de novo. Pensavam que isto tinha acabado, não? Pois não. Não acabou não. O problema é que este pai nem tem tido tempo para pôr os pés no sofá. Porque entretanto a nossa família aumentou. Pois é, o Santiago agora tem um “mano” como ele disse na escola. Na reunião de pais tive que explicar que o “mano Charlie” que o meu filho falava era um cão. E depois, ainda me quis armar em engraçado e fiz o favor de rematar com um “mas eu não sou o pai”. Ouviram-se grilos.

Adiante. Sim, agora temos um cão. Já não bastava a sarna que tenho para me coçar, achámos que se tivéssemos mais um elemento na família que pudesse ter sarna, seria giro.
E a decisão foi tomada assim:

Eu: – Se calhar era giro arranjar um cão para o Santiago.

A mãe: – Opááá… Era tão giro. Acho que lhe ia fazer bem.

Eu: – Pois. Também acho. Sentido de responsabilidade e tal. Se calhar até melhorava as birras.

A mãe: – Vou começar a ver isso.

Eu: – Boa. Mas tem de ser uma raça instintivamente dócil com crianças, inteligente e que goste de água para a gente o levar para a praia. Tipo um labrador. Os castanhos-chocolate são muita giros.

A mãe: – Vamos a isso.

1 mês depois. 06h00 da manhã. Terraço da casa.

A mãe: – ‘Tou farta de limpar m*#da!

Eu: – O cão arrancou os 3 respiradores da parede?! Os 3?!! E o que é aquilo ali no chão? Aquilo é a capa do grelhador?! Vou dar o cão porra!

1 mês e 1 semana depois. 19h00. Terraço da casa.

A mãe: – A sério… ‘Tou farta de limpar m*#da!

Eu: – E eu farto de apanhar os restos da casa que este gajo destrói.

1 mês e 2 semanas depois. 20h00. Sala de estar. [O meu filho aparece-me à frente de t-shirt e nu da cintura para baixo]

O meu filho: – Pai. Fiz cocó.

Eu: – O quê?

O meu filho: – Fiz cocó.

Eu: – Como assim fizeste cocó?

O meu filho: – Fiz cocó. Ali.

Eu: – Não percebo filho. O que queres dizer?

O meu filho agarra-me na mão e leva-me até ao quarto dele. Aponta para o chão. No meio do chão, uma poiazita perfeitamente largada no meio do soalho flutuante.

Eu: – Oh Irinaaaa! Ainda ’tás farta de limpar m*#da?

 

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Once in a while I’m going to share a post from my old blog in a segment called The Retro Series. Just for nostalgia’s sake.

I’m starting today with this post from when our family welcomed a brown Labrador called Charlie. Or Charlie the Lab as he known to his friends. Or “Your Damn Dog” when he’s eating the house walls.

Anyway, here´s the post written in 2013, when our lives changed forever. Enjoy.

Hello. Me again. Though this was over, right? Yeah, but no. Not over by a long shot. The problem is that this here father hasn’t had time to rest his feet on the sofa. Because in the meantime, our family has grown. Yeah that’s right, Santiago now has a “brother”, as he so proudly shared at school. At the parents meeting, I had to explain that his “brother Charlie” he so enthusiastically spoke of, was in fact a dog. And to make matters worst, I tried to be funny about it by stating out loud “but I’m not the father”. Crickets.

Anyway. Yes, we now have a dog. As if I hadn’t enough on my plate, we thought it would be fun if we had another mouth to feed in the family. And this is how the decision was made and what followed.

Me: – Maybe it would be fun if we got a dog for Santiago.

Mom: – Ohhhh… That would be so cute. I think it would be good for him.

Me: – Right? Think so too. It’ll give him some sense of responsibility and what not. Maybe even his tantrums would get better.

Mom: – I’m going to start to look into it.

Me: – Great. But it has to be a breed instinctively nice with children, intelligent, and it has to love water so we can take it swimming at the beach. Like a Labrador. The brown ones are really nice.

Mom: – Let’s do it..

1 month later. 6 A.M. at the house terrace.

Mom: – I’m tired of cleaning up shit!

Me: – The dog ate up the 3 wall ventilators?! The 3 of them?! And what’s that on the floor? Is that the grill’s cover?! I’m giving the damn dog away!

1 month and 1 week later. 7 P.M. at the house terrace.

Mom: – I’m not kidding…  I am so damn tired of cleaning up shit!

Me: – And I’m so damn tired of picking up the pieces of the house this guy’s destroying.

1 month and 2 weeks later. 8 P.M. in the living room. [My son comes up to me with only a t-shirt on and naked from the waist down]

My son: – Dad. I pooped.

Me: – What?

My son: – I pooped.

Me: – What do you mean you pooped?

My son: – Poop. There.

Me: – I don’t understand son. What do you mean?

My son takes me by the hand and leads me to his room. Points to the middle of the bedroom floor. Lying there in silent lucidity, a perfectly layed poop, right in the middle of the damn floor.

Me: – Hey Irinaaaa! You still tired of cleaning up shit?

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